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Nordeste transmontano

 

O nordeste Transmontano – Divide-se em duas partes distintas: a área norte (conhecida como a Terra Fria Transmontana) que ingloba Serra de Nogueira (com 1300 metros de altitude), a Serra de Montesinho (com 1400 metros de altitude) e a da Coroa, o rio Angueira, Sabor e Maçãs e os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro; a área sul (conhecida como Terra Quente Transmontana) é caracterizada pelas vigorosas e abruptas vertentes do vale do Douro e engloba a Serra de Bornes, o rio Tua e o Douro e os concelhos de Alfandega da Fé, Mirandela, Vila Flor, Mogadouro, Freixo de Espada a Cinta e Torre de Moncorvo.

 

CLIMA – Enquanto que na Terra Fria é temperado, na Terra Quente apresenta já as características do clima mediterrânico. Devido a distância do mar, a precipitação não vai alem dos 1000 a 1500 mm, chegando a atingir, nos planaltos ocidentais e áreas rebaixadas, apenas 600mm. Nos planaltos elevados da Terra Fria, as temperaturas descem com certa frequência abaixo de zero e o solo fica largos períodos coberto de neve, em contrapartida, no Verão a temperatura atinge valores próximos dos 40.º. por isso se diz que aqui há «9 meses de Inverno e 3 de inferno».

 

Foi habitado primitivamente pelos Zoelas, muito tempo antes de Cristo (tinham Astorga como capital). Habitavam sobretudo no termo das actuais povoações de Paredes, Parada, Coelhoso e Izeda. Os exemplos mais flagrantes da sua arte megalítica são os «berrões» ou «porcas» (ex.: a de Murça, a que serve de apoio ao Pelourinho da cidadela de Bragança, uma que esta no museu de Vila Flor, outra em Parada e outra na Torre dona Chama, etc.) com significado religioso.

 

Também os Celtiberos aqui estiveram mas da sua passagem pouco diz a historia. A passagem dos Romanos está bem patente em inúmeras epígrafes. Encontram-se lápides com inscrições latinas em Gimonde, Vila Flor, Carviçais, Felgueiras, etc.… Há também estradas e pontes destacando-se a calçada de S. Cláudio em Gostei, uma ponte em Gimonde e outra em Vinhais.

 

Durante os Séculos da dominação Bárbara, o Distrito fez parte do reino dos Suevos, altura em começaram a surgir várias povoações.

 

Em 712, o nordeste caiu em poder dos Muçulmanos, mas 30 anos depois foi novamente reconquistado pelos cristãos. Os Mouros voltaram a ocupar a província Mais duas vezes, até que em 1160 foi formado o reino de Portugal e o distrito ficou definitivamente incorporado na nova monarquia.

 

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